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quarta-feira, 30 de março de 2016

Jornalista traça futuro sombrio para Henrique Alves: ‘Vai virar carne de sol nas mãos de Sergio Moro’

Para ele, o político potiguar é um grande oportunista e só decidiu 'largar o osso' no ministério, para pegar outro 'mais suculento', com a saída de Dilma do poder

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O jornalista Luis Costa Pinto, em sua página no Facebook, teceu comentário, em tom ácido, contra o ex-ministro do Turismo, Henrique Alves. Indignado, Luis criticou a saída do potiguar do ministério, principalmente, devido à situação atual do governo federal, diante da debandada do PMDB.
A rainha não está morta, ainda, e ele já implora para que o ouçam gritando (com sua voz rouca) “viva o rei!”. Ninguém me contou, eu vi num jantar privado em Brasília, pouco antes da posse de Dilma para o segundo mandato: derrotado para o governo do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves, então presidente da Câmara dos Deputados, ficaria sem mandato parlamentar pela primeira vez desde 1971. Aos prantos, pedia a dois senadores e a um deputado que fechassem logo a lista dos ministeriáveis do partido, porque não podia ficar jogado às traças por muito tempo.
Foi aconselhado a esfriar a cabeça e viajar. Argumentou que passaria um Natal e um réveillon péssimos, pois estaria fora do eixo do poder pela primeira vez na vida. Foi então indicado, semanas depois daquele espetáculo de subserviência e apego, para o ministério do Turismo.
Agarrou-se com unhas e dentes ao cargo. Hoje mesmo, por acaso, terminei por ouvir pessoalmente uma conversa em que Henrique Eduardo Alves ainda apelava a um companheiro de partido para que adiassem a definição de abandono da presidente à própria sorte.
O script da traição, contudo, já estava traçado e ele se arvora a ser o primeiro a largar o osso – não porque esteja solidário ao poder descendente que um dia tanto almejou, mas porque deseja ser o primeiro a agarrar os novos ossos cheios de carne e sebo que começam a ser lançados na direção dos adesistas que babam e rosnam atrás do poder ascendente. Roda, Brasilia. Roda.
O círculo é concêntrico e um dia ele se fecha. Talvez se feche antes da chegada das chuvas, em fins de setembro, quando se encerra a estação da seca do Planalto Central. Quanto a Henrique Eduardo, tenho fortes suspeitas de que a seca vai transformá-lo numa espécie de manto de carne de sol do Seridó nas mãos da turma de Curitiba.

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Equipe do Sertão RN