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domingo, 7 de maio de 2017

Prefeito de Macaíba, Fernando Cunha, lamenta paralisação de obras na Reta Tabajara

Chefe do Executivo diz não questionar fiscalizações do órgão, mas espera que sejam logo concluídas devido aos transtornos causados pelas obras
fernando cunha
Fernando Cunha falou sobre interrupção nas intervenções na BR-304
As obras de duplicação do trecho nos 27 quilômetro da BR-304, também conhecido como “Reta Tabajara”, estão paralisadas desde o dia 25 de abril devido a uma vistoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Sendo o trecho localizado no município de Macaíba, Grande Natal, o prefeito Fernando Cunha (PSD) lamenta essa interrupção e espera que o órgão conclua logo as análises, devido aos transtornos que a obra proporciona à população.
A fiscalização executada pelo TCU é feita com a intenção de buscar mais informações técnicas, dados e justificativas mais detalhadas sobre o projeto. Apesar de ainda não ter constatado nenhuma irregularidade, as obras na Reta só retornarão quando o Corpo Técnico da Corte de Contas conclua as análises.
Fernando Cunha lamenta essas paralisações porque avalia que todo o canteiro de obra está trazendo diversos transtornos às pessoas. Para ele, questões como quebra-molas, cones, sinalizações extras, e diversos outros equipamentos usados para controle do tráfego na obra, vêm aumentando o número de assaltos e acidentes entre veículos.
Segundo o prefeito, um estudo de tráfego foi realizado há pouco tempo em Macaíba, e contatou-se que no município cerca de 20 mil carros transitam por dia. “Ela traz a principal via de acesso para quase todo interior do Rio Grande do Norte. Então com essa paralisação vai trazer muito prejuízo, não só para Macaíba, mas também para todos que usam a reta”, afirma.
Avaliando como importante que as inspeções sejam realizadas pelo TCU, o chefe do executivo, porém, espera elas sejam concluídas o mais breve possível, para o retorno das obras. “São quilômetros de congestionamentos que estão havendo. Não estou questionando essa vistoria, mas espero que o TCU retorne o mais rápido possível para acabar com o transtorno de todo mundo que precisa dela”, diz.
Orçada em R$ 237 milhões, as obras na Reta Tabajara pretendem duplicar cerca de 16 quilômetro, além de nove viadutos, cinco pontes e duas passarelas para pedestres e ciclistas. Sobre o produto final das obras, o prefeito destaca benefícios em diversas áreas, como desenvolvimento em zonas de processamento e exportação, por ela ser a principal via de deslocamento da Grande Natal, e dar acesso ao Aeroporto Internacional Augusto Severo.
Empresário lamenta paralisações
O empresário e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales, diz lastimar que as obras de duplicação da Reta Tabajara tenham um maior atraso para sua conclusão. Para ele, todos os dados referentes ao projeto já tinham sido informados, e por isso a interdição se faz desnecessária.

“Eu tenho a lastimar porque é uma obra muito importante, principalmente para desfocar o trânsito na Grande Natal, porém não é tratada dentro do que a gente chama de naturalidade. Essa é uma obra licitada, que é colocada dentro do orçamento, está com recursos assegurados, então não faz sentido ela ser interditada”, resalta.
Ainda segundo ele, a justificativa apresentada pelo TCU para medição da obra não deveria interromper por completo o seu andamento. Sales aponta que na hora que há um fluxo de trânsito atrasado, consequentemente, diversos setores também atrasam, principalmente os que dependem do transporte de cargas. “Tudo isso é perca de tempo”, avalia sobre a paralisação.
Fonte: AGORA RN

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